Mulheres Munduruku no Acampamento Terra Livre 2026 | FOTO: @kamikiakisedje / APIB

Arco Norte mobiliza debate no Acampamento Terra Livre (ATL) 2026 diante de impactos e violações de direitos

Atividade reúne organizações e lideranças de territórios afetados pela expansão logística na Amazônia. No ATL, o encontro debate os efeitos do Arco Norte sobre os territórios, direitos territoriais e estratégias de incidência no planejamento de infraestrutura.

 

Os impactos socioambientais e as violações de direitos associadas à expansão do Arco Norte estarão no centro de um encontro de formação e intercâmbio no dia 8 de abril, durante o Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília. A atividade, realizada pela Aliança Chega de Soja, reúne organizações da sociedade civil e representantes de territórios para discutir os efeitos da infraestrutura logística na Amazônia e fortalecer estratégias de incidência no planejamento do setor.

O encontro articula lideranças de territórios e organizações da sociedade civil em torno do debate sobre a expansão de hidrovias, porto, rodovias e ferrovias voltadas ao escoamento de commodities agrícolas. Esse modelo tem avançado na Amazônia sem a devida consideração dos impactos cumulativos sobre os territórios, incluindo desmatamento, alterações nos regimes dos rios, perda de biodiversidade e intensificação de conflitos socioambientais.

A programação está organizada em blocos temáticos que abordam os corredores logísticos do Arco Norte, a expansão de hidrovias e portos, e projetos como a Ferrogrão. As atividades combinam exposições técnicas e análises de lideranças dos territórios, seguidas de debate com todos os participantes, e incluem um momento de articulação para definição de estratégias conjuntas de incidência. 

A atividade busca fortalecer a participação social e a incorporação de salvaguardas socioambientais no planejamento logístico nacional. Diante da intensificação das pressões sobre os territórios amazônicos, o encontro reforça a necessidade de reorientar essa agenda, com a incorporação de princípios de justiça socioambiental, respeito aos direitos territoriais e participação efetiva das populações impactadas.

 

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