Seminario OTCA

OTCA reativa sua Comissão de Infraestrutura para impulsionar uma nova agenda regional para a Amazônia

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A decisão marca um novo passo na cooperação entre os países amazônicos para promover uma infraestrutura que combine desenvolvimento, bem-estar para as comunidades e conservação da floresta.

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) anunciou a reativação de sua Comissão de Infraestrutura, uma decisão que busca fortalecer a coordenação entre os países amazônicos para avançar rumo a uma agenda regional de infraestrutura mais sustentável, resiliente e inclusiva para a Amazônia.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral da OTCA, Martín Von Hildebrand, ao encerramento de um encontro regional que reuniu representantes de governos, povos indígenas e tradicionais, sociedade civil, academia e organismos internacionais para definir prioridades comuns sobre o futuro do desenvolvimento na região.

A reativação da Comissão permitirá consolidar um espaço permanente de cooperação entre os países amazônicos para promover um planejamento territorial de longo prazo, incorporar critérios de sustentabilidade e resiliência climática, e fortalecer a coordenação regional diante de um dos principais desafios da Amazônia: impulsionar o desenvolvimento sem acelerar a perda de florestas e biodiversidade.

Durante o diálogo, os participantes concordaram que a infraestrutura para a Amazônia deve responder às necessidades de quem habita o território. Isso implica ampliar a visão tradicional centrada em estradas e grandes obras para incluir soluções que fortaleçam o transporte fluvial, a conectividade digital, o acesso à água potável, energia limpa, saúde, educação e outros serviços essenciais para as comunidades amazônicas.

Além disso, destacou-se que as decisões sobre infraestrutura devem se sustentar em evidências científicas, planejamento territorial e uma participação efetiva dos povos indígenas e das comunidades locais desde as primeiras etapas de concepção dos projetos.

“Durante séculos construímos infraestrutura para aproveitar a natureza. Hoje devemos construir infraestrutura para conviver com ela”, afirmou Martín Von Hildebrand, secretário-geral da OTCA.

Em representação das organizações coorganizadoras, María Inés Rivadeneira, líder de Políticas Ambientais da WWF para a América Latina e o Caribe, assinalou que o futuro da Amazônia dependerá da forma como se planejar seu desenvolvimento.

“A infraestrutura não pode continuar sendo vista unicamente como uma rede de estradas ou grandes obras. Deve se converter em uma ferramenta para fortalecer o bem-estar das comunidades, proteger os ecossistemas e aumentar a resiliência da Amazônia diante das mudanças climáticas”, afirmou.

Por sua vez, representantes da Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA) destacaram que o planejamento da infraestrutura só será sustentável se incorporar a participação efetiva dos povos indígenas desde as primeiras etapas de concepção dos projetos e reconhecer seus conhecimentos para a gestão dos territórios amazônicos.

Julio César López Jamioy, representante da COICA, afirmou: “Viemos apresentar propostas concretas para que a infraestrutura na Amazônia respeite a vida de quem habita esses territórios e o equilíbrio do bioma. Queremos construir, junto aos governos, soluções de conectividade que integrem a visão dos povos indígenas e assegurem um futuro sustentável para toda a bacia amazônica”.

A reativação da Comissão representa um avanço para fortalecer a implementação da Declaração de Belém e abre uma nova etapa de cooperação regional para construir uma visão compartilhada de desenvolvimento que integre conservação da biodiversidade, bem-estar das comunidades e ação climática.

O encontro foi organizado por Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR), a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), o Grupo de Trabalho sobre Infraestrutura e Justiça Socioambiental (GT Infra), a WWF, o Instituto Panamazônico (IPA), o Fórum Social Panamazônico (FOSPA) e a Fundação para a Conservação e o Desenvolvimento Sustentável (FCDS), com o apoio da Secretaria Permanente da OTCA e do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA).

Sobre a OTCA

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) é a única organização intergovernamental que reúne os oito países amazônicos — Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela — para promover a cooperação, o desenvolvimento sustentável e a conservação da Amazônia. Por meio do diálogo político, da coordenação regional e do intercâmbio de conhecimentos, impulsiona ações conjuntas para enfrentar os desafios ambientais, sociais e econômicos da região.

Sobre as organizações coorganizadoras

O seminário foi organizado por Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR), a Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG), o Grupo de Trabalho sobre Infraestrutura e Justiça Socioambiental (GT Infra), o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Instituto Panamazônico (IPA), o Fórum Social Panamazônico (FOSPA) e a Fundação para a Conservação e o Desenvolvimento Sustentável (FCDS), com o apoio da Secretaria Permanente da OTCA e do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA). As organizações trabalham de maneira articulada para promover um planejamento territorial que integre o desenvolvimento sustentável, a conservação da biodiversidade, a justiça socioambiental e o bem-estar das comunidades amazônicas.

Seminário realizado pela OTCA discutiu infraestrutura na Pan-Amazônia

 

OTCA reactiva su Comisión de Infraestructura para impulsar una nueva agenda regional para la Amazonía

La decisión marca un nuevo paso en la cooperación entre los países amazónicos para promover una infraestructura que combine desarrollo, bienestar para las comunidades y conservación de la selva.

La Organización del Tratado de Cooperación Amazónica (OTCA) anunció la reactivación de su Comisión de Infraestructura, una decisión que busca fortalecer la coordinación entre los países amazónicos para avanzar hacia una agenda regional de infraestructura más sostenible, resiliente e inclusiva para la Amazonía.

El anuncio fue realizado por el secretario general de la OTCA, Martín Von Hildebrand, al cierre de un encuentro regional que reunió a representantes de gobiernos, pueblos indígenas y tradicionales, sociedad civil, academia y organismos internacionales para definir prioridades comunes sobre el futuro del desarrollo en la región.

La reactivación de la Comisión permitirá consolidar un espacio permanente de cooperación entre los países amazónicos para promover una planificación territorial de largo plazo, incorporar criterios de sostenibilidad y resiliencia climática, y fortalecer la coordinación regional frente a uno de los principales desafíos de la Amazonía: impulsar el desarrollo sin acelerar la pérdida de bosques y biodiversidad.

Durante el diálogo, los participantes coincidieron en que la infraestructura para la Amazonía debe responder a las necesidades de quienes habitan el territorio. Esto implica ampliar la visión tradicional centrada en carreteras y grandes obras para incluir soluciones que fortalezcan el transporte fluvial, la conectividad digital, el acceso a agua potable, energía limpia, salud, educación y otros servicios esenciales para las comunidades amazónicas.

Asimismo, se destacó que las decisiones sobre infraestructura deben sustentarse en evidencia científica, planificación territorial y una participación efectiva de los pueblos indígenas y las comunidades locales desde las primeras etapas de diseño de los proyectos.

“Durante siglos construimos infraestructura para aprovechar la naturaleza. Hoy debemos construir infraestructura para convivir con ella”, afirmó Martín Von Hildebrand, secretario general de la OTCA.

En representación de las organizaciones coorganizadoras, María Inés Rivadeneira, líder de Políticas Ambientales de WWF para América Latina y el Caribe, señaló que el futuro de la Amazonía dependerá de la forma en que se planifique su desarrollo.

“La infraestructura no puede seguir viéndose únicamente como una red de carreteras o grandes obras. Debe convertirse en una herramienta para fortalecer el bienestar de las comunidades, proteger los ecosistemas y aumentar la resiliencia de la Amazonía frente al cambio climático”, afirmó.

Por su parte, representantes de la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA) destacaron que la planificación de la infraestructura solo será sostenible si incorpora la participación efectiva de los pueblos indígenas desde las primeras etapas de diseño de los proyectos y reconoce sus conocimientos para la gestión de los territorios amazónicos.

Julio César López Jamioy, representante de la COICA, afirmó: “Vinimos a presentar propuestas concretas para que la infraestructura en la Amazonía respete la vida de quienes habitan esos territorios y el equilibrio del bioma. Queremos construir, junto a los gobiernos, soluciones de conectividad que integren la visión de los pueblos indígenas y aseguren un futuro sostenible para toda la cuenca amazónica”.

La reactivación de la Comisión representa un avance para fortalecer la implementación de la Declaración de Belém y abre una nueva etapa de cooperación regional para construir una visión compartida de desarrollo que integre conservación de la biodiversidad, bienestar de las comunidades y acción climática.

El encuentro fue organizado por Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR), la Red Amazónica de Información Socioambiental Georreferenciada (RAISG), el Grupo de Trabajo sobre Infraestructura y Justicia Socioambiental (GT Infra), WWF, el Instituto Panamazónico (IPA), el Foro Social Panamazónico (FOSPA) y la Fundación para la Conservación y el Desarrollo Sostenible (FCDS), con el apoyo de la Secretaría Permanente de la OTCA y el Instituto de Energía y Medio Ambiente (IEMA).

Acerca de la OTCA

La Organización del Tratado de Cooperación Amazónica (OTCA) es la única organización intergubernamental que reúne a los ocho países amazónicos —Bolivia, Brasil, Colombia, Ecuador, Guyana, Perú, Surinam y Venezuela— para promover la cooperación, el desarrollo sostenible y la conservación de la Amazonía. A través del diálogo político, la coordinación regional y el intercambio de conocimientos, impulsa acciones conjuntas para enfrentar los desafíos ambientales, sociales y económicos de la región.

Acerca de las organizaciones co-organizadoras

El seminario fue organizado por Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR), la Red Amazónica de Información Socioambiental Georreferenciada (RAISG), el Grupo de Trabajo sobre Infraestructura y Justicia Socioambiental (GT Infra), el Fondo Mundial para la Naturaleza (WWF), el Instituto Panamazónico (IPA), el Foro Social Panamazónico (FOSPA) y la Fundación para la Conservación y el Desarrollo Sostenible (FCDS), con el apoyo de la Secretaría Permanente de la OTCA y el Instituto de Energía y Medio Ambiente (IEMA). Las organizaciones trabajan de manera articulada para promover una planificación territorial que integre el desarrollo sostenible, la conservación de la biodiversidad, la justicia socioambiental y el bienestar de las comunidades amazónicas.

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